SEPSE: diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença

Uma doença grave, que pode matar, mas é pouco conhecida pela população. Estamos falando da sepse, uma infecção que se espalha rapidamente pelo corpo se não for tratada de forma rápida.

Sepse ou sépsis (antigamente conhecida como septicemia ou ainda infecção no sangue) é uma doença complexa e potencialmente grave. É desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica acentuada diante de uma infecção, na maior parte das vezes causada por bactérias.

Estima-se que haja 400 mil novos casos por ano de SEPSE no Brasil. Por isso, é fundamental reconhecimento precoce da doença e o tratamento adequado para evitar mortes.

Essa reação é a forma que o organismo encontra para combater o micro-organismo agressor. Para tanto, o sistema de defesa libera mediadores químicos que espalham a inflamação pelo organismo, o que pode determinar a disfunção ou a falência de múltiplos órgãos, provocada pela queda da pressão arterial, má oxigenação das células e tecidos e por alterações na coagulação do sangue.

Os focos infecciosos mais comumente relacionados à sepse são a pneumonia, a infecção urinária e a infecção abdominal, mas a sepse pode ser originada a partir de qualquer outro foco.

De acordo com o grau de evolução, a síndrome pode ser classificada em três níveis:
Sepse: A resposta inflamatória provocada pela infecção está associada a pelo menos mais dois sinais. Por exemplo, febre, calafrios e falta de ar etc;
Sepse grave: Quando há comprometimento funcional de um ou mais órgãos;
Choque séptico: Queda drástica de pressão arterial que não responde à administração de líquidos por via intravenosa.

Sintomas da Sepse
Os sintomas de sepse variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, baixa produção de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado, agitação e confusão mental.

Outros sinais possíveis da síndrome são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas.

Fatores de Risco
Estão mais sujeitas a desenvolver sepse as pessoas hospitalizadas, com predisposição genética e sistema imunológico debilitado; os portadores de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, renal e diabetes e os usuários de álcool e outras drogas. São também considerados fatores de risco áreas extensas de queimaduras e ferimentos provocados por arma de fogo ou por acidentes automobilísticos.

Qualquer pessoa, não importa a idade, pode desenvolver uma resposta inflamatória que toma conta do corpo todo. No entanto, bebês prematuros, crianças com menos de um ano e idosos acima de 65 anos constituem o grupo de risco mais suscetível ao aparecimento da síndrome.

Tratamento
Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são medidas fundamentais para o controle da sepse e suas complicações. Em geral, o acompanhamento é realizado em unidades de terapia intensiva.

A sepse quando não tratada pode levar ao óbito por falência de múltiplos órgãos. Fique de olho!

 

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