Escoliose: o que é, sintomas, tipos e tratamento

Escoliose é uma curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras, e afeta cerca de 3% dos brasileiros. Casos leves podem não afetar a vida diária. Mas os casos graves podem ser dolorosos e limitar a atividade normal. A condição não decorre de maus hábitos posturais. Ao contrário. É a curva da coluna própria da escoliose que, em muitas situações, é responsável pela má postura, já que esse tipo de desvio pode provocar alterações no corpo todo.

Os principais tipo da escoliose são:
Escoliose congênita (de nascença): É responsável por cerca de 10% dos casos e se origina desde o dia do nascimento, quando ocorre má formação ou divisão das vértebras;
Escoliose neuromuscular:  é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular, espinha bífida e pólio;
Escoliose idiopática: Esse tipo de escoliose é o mais habitual, assume cerca de 80% dos casos. Não se sabe ao certo por que a pessoa desenvolve a escoliose e, com isso, surgem diversos fatores que podem estar envolvidos, como hereditariedade, por exemplo. Ela pode aparecer em crianças, adolescentes, jovens e adultos;
Escoliose degenerativa do adulto: Quando é causada pela degeneração de discos da coluna vertebral e de suas articulações como resultado, em especial, do avanço da idade.

Cada um dos tipos se comporta de uma maneira diferente em termos de evolução.

Sintomas
Os principais sintomas da escoliose são:

  • Coluna vertebral encurvada anormalmente para um os lados;
  • Eventualmente desconforto muscular;
  • Aumento unilateral das costelas — conhecida como gibosidade costal (sinal característico).

Fatores de risco
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. Alguns fatores são considerados de risco pelos médicos para o desenvolvimento de escoliose idiopática.

Idade: Os sinais e sintomas geralmente começam durante a fase mais acentuada de crescimento, que costuma ocorrer pouco antes da puberdade (dos nove aos 15 anos).
Sexo: Embora ambos os sexos possam ser afetados, as meninas possuem um risco muito maior de desenvolver curvaturas anormais na coluna.
Histórico familiar: A escoliose é mais comum entre membros de uma mesma família que possua antecedentes da deformidade.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio de exame físico e radiografias. O teste de inclinação frontal (“Teste de Adams”) é de fácil execução e tem alta probabilidade de identificar irregularidades no contorno vertebral.

Tratamento:
O resultado do tratamento para escoliose depende da causa, da localização e da gravidade da curvatura. Quanto maior for a curva, maior será a chance de ela piorar após cessar a fase de crescimento. Curvas de até 30 graus: são tratadas conservadoramente com exercícios específicos de Fisioterapia, principalmente, através da RPG (Reeducação Postural Global). Acima de 30 graus: além da fisioterapia, faz-se necessário o uso de coletes.

A escoliose acima de 40 graus é considerada severa e está indicada a correção cirúrgica. Alguns tipos de escolioses, como a congênita e a neuromuscular, não respondem a nenhum tratamento, sendo tratadas precocemente com cirurgia.

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